Introdução a Compreensão do Significado


O gato de hoje é o gato de sempre.

Compreender que desde o princípio (início dos tempos), aquilo que está estabelecido se mantém. Ao se manter define que faz parte de alguma estrutura. As estruturas são formadas por partes. Cada parte tem um correspondente que se expressa. A virtude tem expressões, manifestações que interagem com o ser humano. Porque fazemos parte da estrutura. A idéia é que o homem aprenda a lidar com a virtude através das suas manifestações. Pode ser o gato, o pássaro, o cristal o qualquer outra forma.

Tem-se, portanto que cada forma seja a expressão de uma qualidade e tenha aspectos próprios, mas ainda expressões da virtude. Como as qualidades são abstratas, as formas são diversas. Cada elemento tem sua estrutura básica que adquire contornos próprios para expressar o que tem de melhor ou a sua natureza.

Percebe-se que a constância é uma característica dessa dimensão (aqui e agora, desde sempre). Não temos cães que se transformam em coqueiros. Estamos tratando da infalibilidade das estruturas. Graças a essa condição temos o corpo e a natureza estáveis. Se o corpo e a natureza são estáveis e são a manifestação da virtude através da forma, isso quer dizer que a forma tem um significado.

O valor do significado para identificar a virtude manifestada usa a simbologia como estudo sistêmico do significado consciente e inconsciente da obra. Porque ao reunir forma e sentido estamos informando a intenção. Ao comprar o vaso de argila temos uma intenção. Quando acendemos o lampião é dispensável informar o pedido e a intenção.

No entanto o uso dos objetos por leigos fez com que precisássemos explicar o que o objeto já diz por si. Escolhendo a roupa e sua cor naquele momento, estamos materializando um pensamento e temos uma intenção expressa. Neste momento excluímos todas as outras roupas e cores.

O gato de 10.000 anos atrás é o mesmo de hoje. Possui o valor intrínseco e fala por si. Mas por que então insistimos compondo intenções e vontades que expressam naturezas diversas?

Possivelmente porque estamos tentando compreender a insubstancialidade aplicada a essa existência física ( a virtude materializada) a partir da nossa capacidade de entender o que está posto diante de nós. É compreensível que o que está posto e o que compreendemos do que está posto não é a mesma coisa, mas é assim que podemos começar.

Vamos integrando a nossa experiência conforme estamos maduros para compreender o conceito que integrará a nossa consciência a partir da inconsciência. Por isso não é adequado avaliar algo sem compreender a parte que ela ocupa na mente do indivíduo, sob pena de desvalorizar a experiência da pessoa.

As escolhas feitas que antecederam aquela decisão são as opções que haviam naquele momento. Algo que fez com que ele se sentisse razoavelmente bem para aceitar as conseqüências da escolha. Aceitar conseqüências, fazer sentido, estabelecer valor, ser constante, amadurecer e apreciar a virtude tem referenciais próprios em cada individuo.

Isso é importante ter-se em mente para entender o por quê da construção de tipos. Do tipo jurídico, psicológico e neste caso o astrológico. A partir de agora descrevo como cada conjunto de características encontra no tipo humano algumas manifestações que geraram os tipos astrológicos.