Em comum as Candeias ou Candlemas



Esta tem Candlemas

Os festivais que marcam os equinócios e solstícios referem-se às estações do ano. Entrementes outras comemorações também estão presentes.
Com as primeiras colheitas, o resultado do plantio começa a aparecer no inicio de fevereiro no hemisfério sul. Coincide a comemoração a data de morte da Santa Católica – Santa Brigida, que no hemisfério norte tem uma historia interessante.
Santa Brígida morreu em 1 de fevereiro de 525, dia de celebração da Deusa Brighid (celtas)

Durante a Idade Média o culto a Santa Brigida se estendeu por todas as Ilhas Britânicas e grande parte da Europa. Inclusive na Espanha a veneravam em pequenas capelas em Navarra e em Andalucia.

Os cristãos, afirmam que apesar de muito bela, Brigid permaneceu virgem. Contam que para não casar, ela vazou seu próprio olho, tornando-se desinteressante para seus pretendentes. E, apesar de ter sido criada e instruída por um druida, Brigid escolhe se converter à nova religião. Nessa época era comum a mulher ser ordenada sacerdotisa, e até episcopisa. Esse, portanto, foi o caso de Brigid, que, teria sido ordenada pelo próprio São Patrício, o Padroeiro da Irlanda.

No ano de 490, ela funda um convento na localidade de Kildare (que significa Templo do Carvalho), local de peregrinação dos seguidores da religião celta pré-cristã.

Neste convento havia uma chama sagrada que devia sempre arder. Dezenove freiras guardavam a sua pira sagrada, alimentando o fogo. Conta-se que, no vigésimo dia de cada mês, ela aparecia como a vigiar o fogo pessoalmente. Aos homens não eram permitida a entrada.

Brigid era tão poderosa que São Patrício, arcebispo de toda a Irlanda, concede a Kildare autonomia total. O fogo sagrado de Kildare foi mantido aceso até 1220, quando o arcebispo Henry de Dublin ordena, para desespero da população, que fosse extinto. Posteriormente a chama sagrada volta a arder, até que Henrique VIII e a Reforma Protestante mandaram eliminar o Kildare.
Os irlandeses acreditavam que a Santa Brigida visitava suas casas na noite do dia de sua festa para benzer o gado e seus donos. Como oferenda à santa, os mais devotos deixavam na janela um pedaço de pão, um pouquinho de manteiga ou alguns biscoitos, inclusive alguns deixavam um feixe de trigo para servir de comida à vaca branca que sempre acompanhava à Santa. Outros deixavam uma faixa, um pedaço de tecido ou qualquer outra prenda, para que fosse tocado quando a Santa passasse. Esses objetos eram guardados depois cuidadosamente, pois tinham a virtude de proteger em qualquer situação de perigo à quem os transportasse.

Os pescadores irlandeses também esperavam uma melhoria no tempo quando se aproximava a festa de Santa Brigida. Nesse dia era quando reiniciava a temporada de pesca e os habitantes dos povoados costeiros recolhiam algas para adubar os campos. Em Galway, se acreditava que a pesca seria abundante se fosse colocado um caracol (molusco marinho) nos quatro cantos da casa, nesse dia. Quando se aproximava o dia da Santa Brigida, os camponeses saíam caminhando por suas propriedades e com essa ação consideravam que era favorecida a chegada do bom tempo, que necessitavam para efetuar os trabalhos agrícolas da temporada.

Santa Brigida é descrita como uma santa generosa, sempre disposta a conceder alimentos e hospitalidade aos necessitados. Devido à essas virtudes é a santa mais relacionada com a produção de alimentos e proteção da vivenda campesina.