Libra II




Páris, era  filho mais novo de Príamo, rei de Tróia e da rainha Hécuba. Esta havia sonhado com a tocha que incendiaria Tróia, e o oráculo previa que se filho seria a ruína da cidade. Seu pai mandou matá-lo, mas a mãe entregou-o a pastores que o criariam no monte Ida até a idade em que voltando a Tróia, venceu o torneio e foi reconhecido por sua irmã Cassandra e aceito de novo por Príamo. Nascido com o dom da diplomacia e da elegância, foi escolhido por Zeus (mui amigo) para decidir uma disputa entre tres deusas: Afrodite, Palas Atena e Hera. Qual seria a Mais Bela do Olimpo. Páris deveria decidir qual a mais bela e entregar à vencedora uma Maçã de Ouro. Este quis se negar a servir de juiz em páreo divino, sugerindo repartir o prêmio entre as tres, mas Hermes, seguindo orientação de Zeus o convenceu a fazê-lo. Cada deusa a seu turno vai expor os seus predicados. Hera prometeu-lhe o império da Ásia, Palas Atena ofereceu-lhe sabedoria e vitória em todos os combates de que participasse e Afrodite assegurou-lhe o amor da mulher mais bela do mundo, a imortal Helena, a irmã gêmea de Pólux, esposo de Menelau, rei de Esparta, e pivô da Guerra de Tróia. Páris não se deixou seduzir pelo poder e riqueza da promessa de Hera, nem a sabedoria de Palas Atena. Mas a oferta de Afrodite o seduziu e assegurou a sua vitória. Páris revelará neste episódio o aspecto familiar aos librianos, no que se refere a necessidade de julgar entre valores pessoais e a escolha ética.