Plutão I

O rapto de Perséfone



Para os gregos Hades, Plutão é irmão de Júpiter e de Netuno e o terceiro filho de Saturno com Réia. Salvo por Júpiter do fim de ser comido pelo pai, não hesitou em apoiar Júpiter na luta contra os titãs. Com a vitória, recebe o Inferno como recompensa. Não foi desposado por nenhuma deusa pela sua dureza fisionômica e por causa da tristeza do seu império. Assim sendo raptou Prosérpina (Perséfone) e a faz sua esposa. Seu reino é o Tártaro e assim vela, soberano pela administração dos seus estados e dita leis inflexíveis. É servido pelas sombras ligeiras e miseráveis, tão numerosas como as ondas do mar e as estrelas do firmamento; tudo o que a morte ceifa na terra cai sob o cetro desse deus, aumentando a sua riqueza, ou tornando-se sua presa. Desde o inicio do sue reinado, nenhum dos seus ministros infringiu suas ordens, nem um dos seus súditos tentou rebelião. Dos três deuses soberanos que governam o mundo, é o único que nunca teve que temer a insubordinação ou a desobediência, o único cuja autoridade é universalmente reconhecida. Essa obediência não o torna menos odiado e temido. Não tinha templo ou altar na terra e não se compunham hinos em sua homenagem, pois o culto era tão e somente particular. O sacerdote queimava incenso, sacrificava a vitima e tudo era feito no escuro absoluto. Era venerado especialmente em Nisa, Opunto, Trezene, Pilos e Eleanos, onde existia o santuário. Este era aberto uma vez no ano onde só podiam entrar os sacrificadores. Epimênida (poeta e filósofo grego), diz Pausânias, fizera colocar sua estátua no tempo das Eumênidas(ou Erinias) e contra uso comum, estava representado sob expressão e atitude agradáveis.

Os romanos tinham posto Plutão não somente no número dos doze grandes deuses, mas também entre os oito escolhidos, os únicos que podiam ser representados em ouro, prata e marfim. Havia, em Roma, sacerdotes vitimários, especialmente consagrados a Plutão. Imolavam-lhe, como na Grécia, vítimas em números pares, sendo que para os outros em numero impar. Essas ficavam reduzidas inteiramente a cinza, o sacerdote não reservava nada, nem para o povo nem para si. Durante este rito os sacerdotes ficavam com a cabeça descoberta e era recomendado aos assistentes absoluto silêncio.

Plutão foi temido a ponto dos povos da Itália, que o criminoso condenado ao suplício era a ele consagrado.(economia) Depois desse ato religioso, qualquer cidadão que encontrasse o culpado podia impunemente matá-lo. No Monte Soracte, na Italia, Plutão partilhava as honras de um templo comum a Apolo.