Plutão ou Hades Parte II

Assim os faliscos (antiga tribo italiana), habitantes do lugar, tinham julgado dever venerar ao mesmo tempo o calor subterrâneo e o fulgor do astro do dia. Os povos do Lácio e dos arredores de Cretone tinham consagrado ao rei dos Infernos o número dois como um número fatídico; pela mesma razão os romanos consagraram o segundo mês do ano e nesse mês, o segundo dia foi especialmente designado para lhe oferecer sacrifícios. Ordinariamente representado com uma barba espessa e um ar severo, muitas vezes com um capacete, presente de Ciclopes, cuja propriedade era torná-lo invisível; algumas vezes cinge-lhe a fronte uma coroa de ébano, de avenca ou de narciso. Quando sentado em seu trono de ébano ou de enxofre, tem na direita ora um cetro negro, ora uma forquilha ou uma lança. Algumas vezes mostra chaves na mão, para exprimir que as portas da vida são fechadas sem retorno àqueles que vão ter ao seu império. Também é representado em um carro puxado por quatro cavalos negros e fogosos. O atributo que mais comumente se vê a seu lado é o cipreste, cuja folhagem sombria exprime a melancolia e a dor. Os sacerdotes desse deus, nos dias de sacrifício, enfeitavam as suas vestes com coroas.



Para outros ele apresentava um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos. Como divindade agrícola, seu nome estava ligado a Deméter junto com ela era celebrado nos Mistérios de Elêusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações. Hades teve uma amante cujo nome era Mente, que foi transformada por Perséfone em uma planta, hoje chamada de menta. Teve também outra amante, Leuce, porém antes do rapto de sua esposa.


Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Ares e Cronos estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são Ares e Cronos. O deus raramente deixava seu mundo e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos.