Jano


Ele teria construído uma cidade chamada de Janícula. As suas origens são obscuras, relatando seu nascimento em Cítia, ou filho de Apolo. O seu reinado seria no Lacio desde as idades primitivas. Teria acolhido Saturno, quando este foi expulso do céu. Por reconhecimento, este o dota de rara prudência que fazia com que visse sempre o passado e o futuro diante dos seus olhos, o que o faz ser representado com duas faces, voltadas em sentidos inversos. O reinado de Jano foi pacifico, era considerado o deus da paz. Segundo Ovídio, Jano teria rosto duplo porque exerce o seu poder tanto no céu, no mar e como na terra. Seria tão antigo como o mundo, tudo se abrindo ou fechando segundo a sua vontade. Sozinho, governa a vasta extensão do universo. Preside as portas do céu, as guarda de acordo com as Horas. Observa ao mesmo tempo o Oriente e o Ocidente. Representam-no com uma chave em uma das mãos, e na outra uma vara para mostrar que é o guardião das portas (januae) e que preside aos caminhos. Suas estatuas apontam muitas vezes com a mão direita o número trezentos e com a esquerda o numeral sessenta e cinco, para exprimir a medida do ano. Era invocado em primeiro lugar quando se fazia um sacrifício a qualquer outro deus. Havia em Roma muitos templos de Jano. Alem dos muros, havia doze altares dele, símbolo dos doze meses do ano. Nas suas medalhas via-se um navio ou uma proa em memória da chegada de Saturno à Itália.