LEÃO ao longo da história II


O leão de Judá de que se fala ao longo de toda a Escritura, desde o Gênesis, se manifesta na pessoa de Cristo. Foi ele, diz o Apocalipse, quem venceu de modo a poder abrir o livro e seus sete selos. Na iconografia medieval, a cabeça e a parte anterior do leão correspondem à natureza divina de Cristo, a parte posterior, que contrasta por sua relativa fraqueza, à natureza humana.Também serve de trono para Buda e para Kubjika, aspecto de Devi. É a força de Shakti, da energia divina .
E a forma do avatar Nara-simha (homem-leão), a força e a coragem, o destruidor do mal e da ignorância. Soberania, mas também força do Dharma, o leão corresponde a Vairocana, supremo Buda central e, também a Manjushri, o portador do conhecimento. O Buda ruge com o rugido do leão, como o Brihaspati védico: Quando ensina o Dharma a uma assembléia, ouve-se, com efeito, seu rugido de leão. O que traduz a força da lei, seu poder de abalar e despertar, sua propagação no espaço e no tempo.
Para os hindus há a manifestação do Verbo através da leoa shardula, que traduz o aspecto temível de Maya, a força de manifestação.