GÊMEOS continuação

Ruínas do Templo


Os Dióscuros eram diferentes, como seria natural em função de sua origem humana ou imortal. Castor era guerreiro, forte e impositivo, Pólux era músico, delicado e sensível. Pólux levava vantagem ao seu irmão no pugilato; Castor sobressaía-se na arte de domar os cavalos. Pólux venceu Âmico no combate de manoplas, rei de Bebrícia e filho de Netuno, o mais temível atleta do tempo dos argonautas. Castor e Pólux disputavam muito, em função da diferença natural entre eles.

Eles foram contados no número dos grandes deuses da Grécia. Elevaram-lhes um templo em Esparta, lugar do seu nascimento e morte, e em Atenas que tinham salvo de pilhagem.

Os romanos tinham essas duas divindades em grande veneração e juravam, os homens pelo nome de Pólux (edpol), e as mulheres pelo de Castor (Edcastor). As histórias gregas e romanas estão cheias de aparições milagrosas desses dois irmãos. Os atenienses julgaram vê-los combater a seu lado contra os persas, em Maraton; os romanos acreditaram que eles os tivessem auxiliado contra os latinos no Lago Regilo. Em Roma elevou-se mesmo um templo como reconhecimento dessa feliz intervenção. Os sacrifícios para eles eram com os cordeiros brancos.

Nos monumentos e nas medalhas, os Dióscuros estão ordinariamente juntos, sob a figura de robustos adolescentes de uma impecável beleza. Muitas vezes tem na cabeça um gorro ou um capacete em forma de metade de uma casca de ovo, para lembrar sua origem. Representam-nos ora em pé, com uma lança na mão e um cavalo pela brida, ora montados sobre cavalos brancos.

Hermes (ou Mercúrio) será citado dentro deste mito para que a compreensão se faça naturalmente, pois mercúrio rege o signo de gêmeos. Deve-se atentar para a sua riqueza de características.

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