A proteção como cela I





O canceriano possui um envolvimento com o lado materno, onde a figura materna adquire uma dimensão que efetivamente não possui, levando-o à busca eterna do útero perdido, de quem cuide dele, alimentando comportamentos para a tendência de permanecer infantil. Isto se coloca em oposição aquela necessidade de realização da liberdade pessoal. Liberdade esta que carrega o sentimento de isolamento, separação e abandono, com o desejo de eterno retornar a situação uterina. Como isso se manifesta na vida do canceriano? Ele irá escolher um parceiro que apoia as tarefas de seu crescimento, mas sabota-o pelas costas nos momentos mais difíceis. Isso reforçará a convicção do abandono, mas esconde a real intenção de libertar-se e ser honesto consigo mesmo e aceitar a responsabilidade pela vida.
Algumas figuras mitológicas egípcias como o escaravelho sagrado, sugerem algumas reflexões como a representação da perpetuidade da vida através do aparente renascimento a partir de uma bola de terra e esterco em que o inseto deposita suas larvas e que se desenvolve no calor da fermentação do esterco. O escaravelho tem o hábito de rolar estas bolas de um lado para outro o que lembra a passagem do sol de um lado para o outro pelo céu gerando a vida no planeta, bem como o fato dele carregar a sua própria casa.